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Por Antônio Gregório Goidanich
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01 de março de 2008 |
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Entre os
companheiros do clube, da ala mais jovem, um dos que menos fala é o Jorginho. Jorginho
Biscuit. Sempre calado e sério. Respeitoso, retira-se alguns metros do grupo
para fumar. O que faz com freqüência. Fala tão pouco que quase ninguém
notou uma certa gagueira. De seu passado pouco se conhece, salvo
alguma freqüência de um lugar pouco recomendável da orla do Guaíba,
referido simplesmente com “as taquareiras”. Seu tempo, quando não gasto em
levar e trazer seus filhos de ou para algum lugar a qualquer hora do dia ou da
noite, parece ser ocupado em:
a) pintar e
aparar os poucos cabelos que lhe restam. São poucos, mas brilhantes e
impecáveis;
b) fazer
musculação e cultivar uma suposta parecença com o Renato Gaúcho;
c) polir cuidadosamente
sua coleção de óculos escuros, sem os quais jamais foi visto. Já sugeriram que
não os tira nem para fazer sexo.
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O drama sem romance do Turco e da virgem índia |
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Por Antônio Gregório Goidanich
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01 de fevereiro de 2008 |
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A pranteada e sempre
lembrada virgem índia morreu sem perder a virgindade.
A história poderia
parar aqui. O resumo já está feito. Alguns dos amigos a quem são dedicados os
escritos deste indigitado escriba, pela capacidade de concentração na leitura e
capacidade para a simplificação que demonstram, já poderiam abandonar o texto
se é que o começaram.
Aqueles que seguem
lendo talvez tenham fôlego, idade e cultura para lembrar e associar o
título com o de uma short story de Mark Twain denominada “O Romance
da Virgem Esquimó”. Nada a ver, salvo a associação feita pelo próprio
autor. Na verdade a história tem a ver com um querido amigo do Tio
Marciano. Figura das mais singulares, o Turco Mans Sour sempre regrou sua vida
e seu comportamento pelo total controle e combate ferrenho às surpresas da
vida. Aos 60 e poucos anos, solteiro e econômico, o Turco aferra-se a seu
destino de Pato Donald: “não casa com a Margarida e só se preocupa
com os sobrinhos”. Esta maldosa interpretação é de um dos componentes do grupo,
conhecido por “Gordinho Sinistro”. O Sinistro prevê para dentro de pouco tempo
o “Apocalipse do Turco”. Vai finalmente encontrar uma guriazinha de vinte anos
que irá tomar toda a fortuna que 50 anos de trabalho duro e cuidadosa economia
proporcionaram.
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Tio Marciano - TRI e euforia |
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Por Antônio Gregório Goidanich
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01 de dezembro de 2007 |
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Tio Marciano anda
eufórico.
- O Lula é o
maior. Vamos ser a maior potência energética do mundo. Vamos plantar cana e
soja e inundar o mundo com etanol e biodiesel.
- Isso de
monoculturas é preciso ter cuidado- obtemperam (fazia tempo que não me lembrava
desse verbo) alguns prudentes.
Tio Marciano e a
claque não vão permitir que “esses pessimistas, meio comunistinhas”, essas
forças do atraso representadas pelo Doutor e pelo Ruano atrapalhem sua
celebração do novo deus do progresso
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Tio Marciano - A queda do Império e a perenidade do Gil |
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Por Antônio Gregório Goidanich
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01 de novembro de 2007 |
Nós, nós os carecas
Com as mulheres somos
maiorais
Pois na hora do aperto
é dos carecas que elas
gostam mais
O coral de mais
de 30 vozes semi ou totalmente embriagadas entoa músicas de carnavais antigos
enquanto os proprietários das vozes dançam no mesmo lugar. É festa no clube.
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Tio Marciano - O Verão e a Fé |
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Por Antônio Gregório Goidanich
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01 de outubro de 2007 |
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Após o sempre trágico
e mortífero agosto, setembro entra com um verãozinho de fazer inveja. Durante o
feriadão de sete de setembro até algumas jovens de biquíni arriscaram a
primeira exposição ao sol em torno da piscina. A turma dos velhos respira
aliviada. Deus aceitou a negociação de sobrevivência até o próximo inverno.
- Que maravilha.
Este setembro entrou com tudo.
- A recomposição da
vida e da natureza. A recuperação da fé. As forças cósmicas da primavera.
- Ontem até um helicóptero
desceu aqui na ilha, desses de montagem caseira.
- Mas, como um
enviado do céu.
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Tio Marciano - Atualidades |
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Por Antônio Gregório Goidanich
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01 de setembro de 2007 |
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- Na verdade, hoje é
um axioma na Europa e nos Estados Unidos, transporte de passageiros tem
adequações evidentes. Para distâncias de até 200 quilômetros, o carro e o
ônibus são o transporte ideal. Para distâncias maiores de 200 e menores de 700
quilômetros, o mais conveniente, em nível de rapidez e economia latu
sensu, é o trem. Não há necessidade de check-in, se parte do centro
de uma cidade e se chega ao centro da de destino, existe liberdade de volumes
de bagagem sem maiores problemas. Além do óbvio fato de que os trens são
movidos a eletricidade e muito menos poluentes que carros ou aviões. Apenas
para percursos maiores que 700 quilômetros, o avião apareceria como opção de
transporte preferencial, sempre levando em conta o tempo despendido pelo
viajante. No tocante a carga, a conveniência do trem é maior ainda. A
quantidade movida em relação à energia despendida. Os custos de manutenção das
ferrovias em comparação com rodovias também apresentam indiscutíveis vantagens.
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