Notícias de refrigerantes e achocolatados contaminados por soda
cáustica ou detergente e bichos mortos encontrados em pacotes de
salgadinhos são cada vez mais frequentes nos jornais e nas varas do
direito dos consumidores. Mas como se precaver de situações como estas e
qual a responsabilidade do varejista?
As novidades da NACs
09 de novembro de 2010
O revendedor que deseja se manter líder em sua região sabe que não pode baixar a guarda em nenhum instante. É preciso estar atento às novidades do setor, ao que pode atrair o interesse do consumidor, gerar maior tráfego e, consequentemente, maior faturamento. Por isso, qualquer viagem, seja a negócios ou por simples turismo, sempre se transforma numa excelente oportunidade de buscar tendências. E isso vale tanto para o empresário de uma pequena cidade no interior do país que visita a capital de seu estado quanto para aqueles que vivem em metrópoles e viajam ao exterior.
Eu mantenho meus olhos sempre abertos às novidades e às boas idéias. E foi com esse espírito que visitei a NACs Show neste ano, nos Estados Unidos. A maior e mais importante feira do mundo na área de loja de conveniência impressiona principalmente pela diversidade de oferta. Lá os revendedores podem encontrar o que há de mais moderno em equipamentos para postos de serviços (menor parte), para lojas de conveniência e fornecedores dos mais diversos tipos de mercadorias.
É bem verdade que o mercado norte-americano encontra-se num estágio diferente do nosso em termos de desenvolvimento do canal conveniência, que lá já conquistou enorme espaço e ainda se consolida no Brasil, embora a tendência seja de expansão. Mesmo assim, pelos debates e visitas que fiz durante o evento, não há dúvidas que o food service é a atual menina dos olhos da conveniência, seja aqui, nos Estados Unidos ou na Europa. E não estou apenas falando do tradicional fast food, mas de todo tipo de alimentação: saladas, frutas, sopas, comida para levar para casa ou ser degustada na própria loja. Há estabelecimentos que funcionam, inclusive, como uma pequena feira, onde você pode comprar cenouras, beterrabas, tomates frescos. Tudo pela conveniência.
A agenda política também pontuou os debates durante o Nacs Show, em meio a eleições legislativas previstas para novembro nos Estados Unidos. Nesse sentido, o grande foco tem sido na luta para regulamentar a indústria de cartões. Uma batalha extremamente difícil que envolve a mobilização de consumidores e lojistas para enfrentar um oponente que, somente em 2009, gastou US$ 45 milhões em lobby, segundo a Nacs. Alguns rounds já foram ganhos, como a legislação aprovada nesse ano que dá mais poder ao banco central norte-americano para atuar na regulamentação das taxas cobradas pelas emissoras de cartões, mas muito ainda há por fazer, especialmente no segmento de cartões de crédito.
E desse problema entendemos muito bem! Mas, infelizmente, ele não é o único que nos aflige. Outros, bem peculiares ao nosso mercado, seguem tirando o sono da revenda brasileira. De um lado, enfrentamos o problema da volatilidade nos preços do etanol, que já começaram a subir no produtor e devem continuar assim durante a entressafra. E adivinhem de quem o consumidor cobra explicações?
No front do biodiesel, algumas pesquisas já comprovam que a oxidação do produto leve a distorções nas análises do percentual de biodiesel no diesel. Oxidação esta que pode ser causada pelo contato do produto com o ar presente no tanque ou mesmo pela reação com o cobre, utilizado em vários dos equipamentos em postos de combustíveis.
São problemas que consomem energia que poderia estar sendo canalizada apenas para dinamizar nosso negócio. Mas que precisamos enfrentar, para garantir um mercado mais saudável.
As novidades da NACs Show
01 de novembro de 2010
O revendedor que deseja se manter líder em sua região sabe que não pode baixar a guarda em nenhum instante. É preciso estar atento às novidades do setor, ao que pode atrair o interesse do consumidor, gerar maior tráfego e, consequentemente, maior faturamento. Por isso, qualquer viagem, seja a negócios ou por simples turismo, sempre se transforma numa excelente oportunidade de buscar tendências. E isso vale tanto para o empresário de uma pequena cidade no interior do país que visita a capital de seu estado quanto para aqueles que vivem em metrópoles e viajam ao exterior.
No momento em que escrevo este artigo, as eleições presidenciais
parecem caminhar para um desenrolar já no primeiro turno. Mas, mesmo que
ocorra alguma reviravolta e o candidato que está em segundo lugar nas
pesquisas ganhe, é pouco provável que o presidente eleito empreenda
modificações significativas no rumo econômico e institucional do país.
Afinal, se por um lado o governo do presidente Lula conseguiu finalmente
colocar a economia brasileira no caminho do crescimento sustentável,
foi a administração FHC quem modelou o marco institucional que hoje traz
segurança aos investidores, como o Banco Central independente, o regime
de metas de inflação e mesmo as agências reguladoras. Serra e Dilma são
herdeiros desses governos e terão em suas mãos a possibilidade de
colher os frutos desse trabalho.
A exatos dois meses do primeiro turno das eleições, realizamos com
grande sucesso a Postos & Conveniência 2010 em Brasília, mais uma
vez recorde de público. Neste ano, o evento contou ainda com a produção
da chamada “Carta de Brasília”, resultado do intenso debate entre mais
de 100 empresários e lideranças sindicais e que compila os principais
problemas que afetam o setor, além de sugerir soluções para eliminá-los
ou, pelo menos, mitigá-los.
A revenda de combustíveis nacional obteve uma importante conquista no
mês passado, fruto dos constantes esforços da Fecombustíveis e seus
Sindicatos Filiados. Finalmente, mercado e ANP começam a reconhecer que
há um problema significativo ocorrendo no mercado de diesel: a formação
cada vez mais frequente de borras em tanques e filtros, incrementando
custos operacionais e gerando desgaste com clientes.
As animadoras perspectivas econômicas já sinalizavam que 2010 seria um bom ano para a revenda de combustíveis. Mas neste início de segundo semestre, não são apenas os bons números da economia que trazem motivos para otimismo.