Após nove meses inativa, a Campanha Posto Nota 10 volta a monitorar a qualidade dos combustíveis em Alagoas. Diferentemente das versões anteriores, este ano, o programa será realizado apenas pelo Sindicombustíveis-AL.
Na nova etapa, o programa conta com 206 postos filiados. São 113 estabelecimentos localizados em Maceió e 93 distribuídos pelo interior do Estado. De acordo com o presidente do Sindicombustíveis-AL, Carlos Henrique Toledo, a identificação dos postos participantes da campanha continuará a mesma. “Através dos selos afixados nas bombas, dos coletes dos frentistas e da faixa ostentada pelo estabelecimento, o consumidor saberá identificar qual posto é Nota 10”, enfatizou. A nova coloração do selo é vermelha.
Já em relação à mídia externa, a divulgação do projeto será limitada à veiculação de anúncios nas principais rádios AM e FM de Alagoas. A lista dos postos participantes também estará disponível na homepage do sindicato: www.sindicombustiveis-al.com.br.
Histórico
Realizada de julho de 2002 a dezembro de 2006, pelo Sindicombustíveis-AL em parceria com a Sefaz-AL (Secretaria Executiva de Fazenda), a Campanha Posto Nota 10 só trouxe resultados positivos para Alagoas. Em quatro anos e meio, os índices de não-conformidade dos combustíveis no Estado só despencaram. Maior exemplo disto é a gasolina C, que no início do programa aparecia no boletim de qualidade da ANP com 31% de não-conformidade e hoje registra 6,1%. Outro dado é o recolhimento nos impostos fiscais do setor de combustíveis, que, segundo a Sefaz-AL, de 2002 a 2006, elevou a arrecadação dos cofres públicos estaduais em mais de R$ 17 milhões/mês.
Além de combater a não-conformidade e a sonegação fiscal no setor de combustíveis, a Posto Nota 10 também serviu para a implantação de projetos similares nos Estados de Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Ranking
Mesmo com um índice na gasolina de 7,1%, Alagoas é, segundo o boletim de qualidade de julho da ANP, líder em não-conformidade com 4,6 pontos percentuais acima da média nacional, que é de 2,5%.
Ainda de acordo com o relatório, o óleo diesel apresentou não-conformidade de 4%, 2,4 pontos percentuais acima da média Brasil (1,6%). Já o álcool registrou taxa de 3,8%, ficando acima da média nacional apenas 0,2 ponto percentual (3,6%).
“Com o retorno da campanha, acreditamos que em três meses, os índices de não-conformidade dos combustíveis alagoanos voltem a ficar entre os melhores do país”, avaliou Toledo.
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