Assista ao vídeo do Sindicom com esclarecimentos sobre a sonegação fiscal no etanol.
Direto da Redação
IBP lança site sobre pré-sal
12 de agosto de 2009
Para quem ainda tem dúvidas sobre o que é o pré-sal e os modelos de exploração do Petróleo, uma boa pedida é acessar o novo site do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), www.ibp.org.br/presal.
Dedicado exclusivamente ao assunto, o site explica com ilustrações como surgiu e quais as características do pré-sal e lista as ocorrências descobertas no Brasil. O IBP mostra ainda quais são os principais modelos de contrato de exploração de petróleo, onde são adotados, com direito a quadro explicativo com as principais diferenças.
O leitor encontra vídeos e uma seção de perguntas mais frequentes sobre o tema. Vale a pena conferir.
Etanol salva o semestre
11 de agosto de 2009
As vendas de combustíveis no primeiro semestre do ano aumentaram 0,3%, na comparação com mesmo período do ano passado, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Resultado nada mal se lembrarmos da crise internacional enfrentada desde outubro e descontado o fato da base de comparação ser extremamente alta, já que 2008 foi um ano de resultados recordes.
O bom desempenho, mais uma vez, foi puxado pelo etanol. As vendas de hidratado cresceram 26,5%, confirmando o produto como principal combustível do ciclo Otto, posição que ocupa desde abril do ano passado. A gasolina, por sua vez, apresentou desempenho quase estável, com leve alta de 0,1%.
Entre os destaques negativos, o óleo diesel registrou queda de 4,8%, refletindo diretamente o desaquecimento da atividade produtiva brasileira e também o aumento do uso de biodiesel, cujo percentual passou de 2% para 3% no período. O GLP mostrou retração de 2,6% e o GNV, de 13,8%.
Confira a análise completa dos números do primeiro semestre na edição de setembro da Revista Combustíveis & Conveniência.
Expopetro 2009 é transferido em função da gripe suína
29 de julho de 2009
Revendedores de combustíveis de todo o Brasil e da América Latina se reúnem todos os anos em Gramado para participar da Expopetro – XIII Encontro Nacional de Revendedores de Combustíveis e o XII Encontro de Revendedores de Combustíveis do Mercosul, e a Feira de Produtos, Equipamentos e Serviços para Postos de Combustíveis. Este ano, a epidemia da gripe suína, influenza A (H1N1), fez os diretores do Sulpetro (sindicato dos donos de postos e que promove o evento) transferirem a data do encontro para 2010.
“Nossa preocupação está voltada para preservar a saúde de nossos associados, seus familiares e colaborares, assim como dos expositores que apresentam novidades do setor durante a feira”, explica o presidente do Sulpetro, Adão Oliveira. A 13ª edição da Expopetro estava prevista para acontecer de 10 a 13 de setembro de 2009, mas com a deliberação passará a ocorrer de 9 a 12 de setembro de 2010.
O Rio Grande do Sul é um dos Estados mais afetados pela moléstia, com 16 mortes causadas pela doença. A estimativa da Secretaria Estadual da Saúde (SES) é de que existam em torno de 10 mil casos de pessoas que tem ou já tiveram a doença. O RS é vulnerável por ter clima frio, além de fazer fronteira com países que apresentam a nova gripe. Atualmente, 392 pacientes estão internados em hospitais sendo que, destes, 101 estão em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), conforme a SES.
BR Distribuidora mais agressiva na redução de preços
19 de junho de 2009
Levantamento da Fecombustíveis junto aos seus Sindicatos Filiados mostra que a BR Distribuidora tem sido a mais agressiva no repasse da redução de preços informada pela Petrobras na semana passada. De acordo com a própria BR, a política tem sido a de repassar integralmente os descontos vindos da refinaria, respeitadas, obviamente, as diferenças decorrentes de localização, por exemplo.
Depois da BR, entre as empresas do grupo Sindicom, as maiores reduções têm sido apresentadas pelo Grupo Ipiranga e Texaco, que em algumas localidades até se igualam às da BR. Em seguida aparecem ALE e Esso. A Shell apresentou as menores reduções.
Nota de esclarecimento
09 de junho de 2009
Sobre a redução dos preços dos combustíveis anunciado na noite de segunda-feira (08/06), as estimativas da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes) apontam para um impacto de aproximadamente 9% no preço do diesel nos postos de serviços, devido à redução de 15% no preço de refinaria, sem impostos, compensada parcialmente pela elevação de R$ 0,04 na CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).
Importante ressaltar que a partir de 1º de julho está prevista a alteração de 3% para 4% no teor de biodiesel no diesel, o que deve aumentar em 1% o custo do diesel. Sendo assim, em julho, as mudanças anunciadas ontem pelo governo teriam impacto de 8% no preço final do diesel nas bombas.
Para a gasolina, conforme divulgado na noite de segunda-feira, o impacto final para o consumidor deve ser nulo, já que a redução de 4,5% no preço de refinaria, sem impostos, foi compensada pelo incremento da CIDE em R$ 0,05 por litro.
A Fecombustíveis enfatiza, entretanto, que os preços são livres em toda a cadeia e que o impacto final nas bombas vai depender da quantidade de estoques de cada estabelecimento, além do percentual e da velocidade com que a redução será repassada por cada distribuidora, já que os postos, por lei, somente podem adquirir combustíveis das companhias autorizadas pela ANP.
Relatório Anual da Revenda já está disponível
16 de abril de 2009
A Fecombustíveis lançou ontem
(15/4) o primeiro Relatório Anual da Revenda de Combustíveis, que já
está disponível para download no
endereço: www.fecombustiveis.org.br/relatorio2009,
assim como a apresentação realizada durante o evento.
“Sentimos que seria importante
publicar um Relatório da revenda por causa da grande demanda por
informações do varejo de combustíveis que recebemos diariamente na Fecombustíveis,
por parte da imprensa, de pesquisadores, agentes do setor e mesmo autoridades”,
explicou o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, durante a
abertura do evento, que ocorreu na CNC (Confederação Nacional do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo), no Rio de Janeiro. “Apesar de ser um setor de grande
importância da economia, é extremamente específico, com muitas peculiaridades
que são desconhecidas da maior parte do publico”, explicou à plateia, formada
por representantes da ANP, do Sindicom, da Abieps, imprensa e agentes do setor.
O vice-presidente financeiro da
CNC, Gil Siuffo, destacou que o Relatório chega no momento certo, em meio a um
mercado mais tranquilo. “A Fecombustíveis continua com o mesmo objetivo, o
mesmo compromisso que é defender os interesses legítimos da categoria, mas
também do contribuinte brasileiro, denunciando e combatendo as práticas de
comércio irregular, a sonegação, a adulteração”, enfatizou.
Comentando o desempenho do mercado
no início do ano, Paulo Miranda Soares reconheceu que o setor estava mais
otimista. “Janeiro e fevereiro são normalmente meses fracos para o transporte
de cargas, mas esperávamos uma queda da ordem de 6% a 7% nas vendas de diesel,
o mais afetado pela crise, por causa do desaquecimento da economia, não de 11%,
como ocorreu”, explicou. Segundo ele, se não houver retração da economia, a
expectativa é de que as vendas de combustíveis cresçam 1% acima do desempenho
do PIB.
Comércio irregular - Pincelando alguns dados do Relatório,
Paulo Miranda lembrou que o setor de revenda de combustíveis gerou R$ 52
bilhões em arrecadação de impostos no ano passado. Ele ressaltou que a carga
tributária representa atualmente 26% do preço em bomba do álcool; 23% do
diesel; e 41% no da gasolina, o que não apenas encarece os combustíveis, como
também representa um estímulo ao comércio irregular. “Com a carga tributária
que temos e nossas dimensões continentais, é importante que a ANP seja cada vez
mais forte e independente para regular esse mercado, porque não dá para
competir com sonegadores e fraudadores. Não é à-toa que somos um setor que está
todo dia implorando para ser fiscalizado”, destacou.
Soares lembrou que, apesar das
melhorias ocorridas nos últimos anos, ainda há muitas irregularidades na
comercialização de álcool, como as vendas diretas das usinas para os postos. O Relatório
traz as diferentes estimativas para o tamanho desse comércio, que segundo a ANP
chega a 6% do mercado; de acordo com o Sindicom, a 11%; e pelas contas da
Federação, a 22%. “Nosso dado reflete o que recebemos de denúncias, o que
escutamos dos revendedores, quem de fato está no dia-a-dia da comercialização e
vê o álcool que chega no final de semana, à noite, quando não há fiscalização”,
explicou.
Ele também cobrou uma ação mais dura
da ANP no combate aos PAs (Pontos de Abastecimento) irregulares, que
estabelecem concorrência desleal com os postos de estradas. Para se ter uma
ideia, em 2000, as vendas de diesel representavam 46% do volume vendido nos
postos, percentual que caiu para 41% em 2007 e 39% em 2008. Até dezembro, 5.444
Pontos de Abastecimento estavam cadastros na ANP, mas a Fecombustíveis estima
que existam cerca de 50 mil PA’s no país.
Preços – Paulo Miranda aproveitou a
oportunidade para questionar o porquê do preço do álcool ter caído 28% nas
usinas desde o início do ano e apenas 6% nas distribuidoras. “A justificativa
que recebemos é que as distribuidoras estão recompondo margens para compensar o
período em que trabalharam com margens até negativas. Então, vamos esperar”,
destacou.
O presidente da Fecombustíveis
enfatizou ainda que a instituição é absolutamente contrária a qualquer prática
de combinação de preços e se pôs à disposição das autoridades no combate aos
cartéis.
Meio ambiente - Paulo Miranda lembrou que os postos
de combustíveis vêm cada vez mais se adaptando à legislação ambiental e devem investir
R$ 11,6 bilhões até 2015 em reformas e equipamentos para prevenir danos
ambientais. “Seguimos regras ambientais que estão entre as mais rigorosas do
mundo”, afirmou.