Apesar dos sinais de desaceleração da economia, não há
expectativa de retração no consumo de álcool. “Não temos dados fechados de
novembro, porém, falando em termos de previsão de consumo, o diesel é que acompanha
o ritmo da economia; é pouco provável que haja redução no consumo dos veículos
leves, especialmente no de hidratado, a gasolina pode ter uma pequena queda”,
estimou Alísio Vaz, vice-presidente executivo do Sindicom.
O gerente de suprimentos da Ipiranga, Luiz Alberto de
Figueiredo, concorda com o diagnóstico. “Para o etanol esperamos apenas redução
no ritmo de crescimento, a gasolina pode pagar a conta (da desaceleração), mas
isso depende de outras varáveis como o comportamento do preço da gasolina
(Petrobras vai reduzir o preço?)”, afirmou.
De acordo Figueiredo, o diesel já está sofrendo
sensivelmente o impacto da crise, com locomotivas paradas por falta de carga.
O diretor de Postos de Rodovia da Fecombustíveis, Ricardo
Hashimoto, confirmou que as vendas nas estradas foram afetadas pela crise. “Os
volumes nas rodovias têm caído drasticamente, em alguns postos, situados em
rotas agrícolas, a queda já chega a 30%”, explicou. (Morgana Campos)
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