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Novo diretor de Abastecimento da ANP visita Fecombustíveis
O diretor de Abastecimento da ANP, Allan Kardec Duailibe
Filho, visitou ontem a Fecombustíveis. Ele foi recebido pelo presidente Paulo
Miranda Soares, que discorreu sobre os trabalhos da Federação, seus objetivos e
metas.
"Nós representamos cerca de 35 mil postos de combustíveis,
somos a favor do mercado livre, da competição leal. Lutamos contra a
ilegalidade. Por isso, pedimos sempre por regulamentação e fiscalização",
explicou Soares ao novo diretor da ANP.
Para o assessor jurídico da Fecombustíveis, Leonardo
Canabrava Turra, foi importante demonstrar ao novo diretor que a Fecombustíveis
não luta por reserva de mercado ou privilégios, mas sim por uma concorrência
justa. "Temos trabalhado em parceria com a ANP, que tem atendido às
necessidades do mercado quanto às regulamentações. Não precisamos de mais
regulamentações. O que precisamos mesmo é de fazê-las cumprir com rigor. É isso
o que a Fecombustíveis pleiteia", disse.
O presidente do Resan, José Hernandes, falou sobre o
problema dos PAs (Pontos de Abastecimento), que embora já tenham sido
regulamentados pela Resolução 12, ainda têm muita informalidade, o que é um
grande problema aos postos de rodovia do país. "Sem contar com o Projeto Cais
da BR Distribuidora. A empresa parou de abrir novas Cais, mas as que ainda
existem provocam grandes estragos aos postos ao redor", disse ele.
O presidente do Sindestado-RJ, Ricardo Lisboa Vianna, aproveitou
para falar de problemas que ocorrem na pesquisa de preços da ANP. "Muitos
postos simplesmente se recusam a fornecer os preços de seus produtos à ANP.
Pelas portarias isso é passível de cassação da licença dos estabelecimentos.
Mas nada acontece e temos uma pesquisa prejudicada", disse Vianna.
O presidente da Fergas, Álvaro Chagas, apresentou a Duailibe
os principais desafios enfrentados pelo mercado de GLP, como a concentração de
mercado pelas distribuidoras e a necessidade de requalificação e inutilização
de recipientes transportáveis. "Precisamos encontrar uma forma de
rastreabilidade dos recipientes. Uma delas poderia ser utilizando chips. É
barato e muito eficaz", disse ele.
Outros problemas apontados por Chagas foram o alto grau de
informalidade no comércio de GLP e a verticalização.
O diretor de Abastecimento da ANP afirmou que vai
estudar os problemas a ele apresentados, mas já se declarou a favor da
concorrência leal. "Ideologicamente sou a favor dos pequenos comerciantes, de
uma concorrência leal entre eles e os grandes", disse Duaillibe. Maria
Antonieta Souza, chefe de gabinete do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, e
Ruyter Mesquita Filho, assessor, acompanharam a visita do diretor de
Abastecimento à Fecombustíveis.