Governo decide acionar termelétricas mais caras para preservar reservatórios de hidrelétricas

O Globo

09/02/2019 – O governo decidiu nesta sexta-feira ligar usinas termelétricas mais caras. Além disso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) “deve considerar a oferta de importação de energia do Uruguai e Argentina como recurso adicional”, informou o Ministério de Minas e Energia.

As medidas foram tomadas para preservar o nível de água nos reservatórios das hidrelétricas, após a diminuição das chuvas nas últimas semanas nas regiões próximas às usinas.

O custo mais alto das térmicas deve chegar para os consumidores nas contas de luz em março, por meio das bandeiras tarifárias. Atualmente verde, a bandeira pode ir para o patamar de amarelo ou vermelho, a depender da quantidade de usinas acionadas.

Na bandeira verde, não há cobrança adicional nas tarifas. Nas bandeiras amarela e vermelha, o custo extra varia de R$ 1 a R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

As usinas termelétricas usam combustível, como óleo e gás, para gerar energia. Por isso, a energia gerada por elas é mais cara. As decisões foram tomadas em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne autoridades do setor.

“Tendo em vista os atuais armazenamentos dos reservatórios equivalentes das usinas hidrelétricas do país e as previsões meteorológicas para os próximos dias, o Comitê decidiu pelo despacho do parque termelétrico em valores superiores aos indicados pelos modelos computacionais do setor, informou a nota do MME.

O setor elétrico, por padrão, aciona as usinas de geração de eletricidade conforme o preço. Como as hidrelétricas têm energia mais barata, elas são ligadas primeiro. Para preservar a água das barragens, porém, o governo permitiu que as usinas térmicas mais caras sejam acionadas.

Apesar das medidas, o governo informou que o suprimento de energia para 2019 está garantido e que “há recursos energéticos disponíveis, inclusive além dos montantes já despachados de usinas termelétricas”.