Motoristas vão encontrar gasolina mais barata no fim de semana

Correio Braziliense

02/02/2019 – Com as últimas reduções no preço da gasolina nas refinarias, a maior parte dos postos de revenda do Distrito Federal passou a comercializar o litro do produto por menos de R$ 4,00, segundo mostra levantamento feito pelo Correio. Mesmo com a queda, consumidores continuam achando o preço alto. Para a personal trainer Aline Mendes, 30 anos, o valor ainda não está dentro do orçamento. “Estava esperando R$ 3,95 (o litro) e fique surpresa positivamente pelo preço estar mais baixo (R$ 3,89). Fico feliz com a queda dos preços, mas acho que pode baixar mais. Ainda está caro”, disse ela, que se programa para abastecer um tanque e meio por mês.

Ontem, a Petrobras anunciou que, a partir de hoje, o valor cobrado nas refinarias cairá 1%, passando para R$ 1,4758. Na última quarta-feira, a estatal já havia cortado o valor em 1,3%. De acordo com o professor de administração da Universidade de Brasília Roberto Piscitelli, a redução tem como causa dois fatores principais: a redução do preço internacional do petróleo e a queda na cotação do dólar. Segundo Piscitelli, o preço do combustível poderia cair ainda mais, mas isso não ocorre devido à atuação de cartéis. “O mercado do DF é altamente concentrado, e os órgãos de defesa do consumidor nunca conseguiram eliminar, de fato, essa prática”, disse.

Por outro lado, nem sempre a redução do preço é repassada da distribuidora para o posto, como argumenta Diego Silva, gerente de um posto de Águas Claras. “Muitas vezes, a queda é repassada da refinaria para a distribuidora, mas nem sempre é transferida da distribuidora para o revendedor”, afirmou.

O administrador Maione Dias, 48, também reclama dos preços. “Como uso muito o carro, o gasto de combustível compromete uma parcela considerável da minha renda”, disse. O estudante Eduardo Lima, 25, afirma que, para ele, é mais barato andar de carro do que utilizar o transporte público. “Rodo pouco e gasto de R$ 200,00 a R$ 350,00 por mês. Se fosse utilizar o metrô, sairia bem mais caro, por conta do preço da passagem.”