Petróleo cai, com incertezas comerciais e possível excesso de oferta no radar

IstoÉ

19/11/2019 – Os contratos futuros do petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira, em meio a dúvidas sobre o avanço das conversas entre Estados Unidos e China para fechar a chamada “fase 1” do acordo comercial, além da preocupação com um possível excesso de oferta da commodity em 2020.
O petróleo WTI para janeiro, que agora é o contrato mais líquido, fechou em queda de 1,19%, em US$ 57,14 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro recuou 1,72%, a US$ 62,44 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

As incertezas no exterior sobre a guerra comercial sino-americana foram impulsionadas por informações da jornalista Eunice Yoon, da CNBC, de que o governo chinês está “pessimista” com declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que não estaria disposto a remover tarifas impostas ao país asiático. Já o jornal South China Morning Post informou que questões sobre propriedade intelectual e compras de produtos agrícolas americanos pela China ainda são obstáculos para um entendimento comercial entre os dois países.

Além dos conflitos comerciais, o preço do petróleo também foi influenciado por perspectivas para a oferta da commodity em 2020. Nesta segunda, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA elevou em 49 mil barris por dia a projeção para produção de petróleo no país em dezembro, para 9,133 milhões.
Na sexta-feira, a Agência Internacional de Energia (AIE) já havia elevado sua projeção de crescimento da produção de petróleo para países fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), de 2,2 milhões de bpd para 2,3 milhões de bpd.

As estimativas reforçam temores de excesso de oferta da commodity energética, o que pressiona as cotações, além de aumentarem as expectativas em torno da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, grupo conhecido como Opep+, que ocorrerá em dezembro. A expectativa majoritária, contudo, é que o cartel não anunciará novos cortes na produção. “Vemos uma forte probabilidade de cotas de cortes inalteradas na próxima reunião da Opep”, afirma S consultoria Ritterbusch & Associates. / Com informações da Dow Jones Newswires.