Venda da TAG faz Petrobrás segurar emissão de dívida

O Estado de S.Paulo (Coluna do Broadcast)

18/04/2019 – A Petrobrás manterá por mais algum tempo no forno uma emissão de debêntures, que poderia alcançar R$ 3 bilhões, e estava sendo discutida com os bancos assessores. O motivo é a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) em acordo fechado no início de abril com o grupo Engie, conjuntamente ao fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), por US$ 8,6 bilhões. Apesar de segurar por algum tempo a emissão, a expectativa do mercado é que a nova oferta de debêntures da petroleira estatal ocorra ainda no primeiro semestre de 2019. Os bancos envolvidos na operação são os mesmos da operação realizada em janeiro: Bradesco BBI, Itaú BBA, BB – Banco de Investimento e Santander Brasil.

» Nova era. A novata Thinkseg, do ex-BTG André Gregori, desembolsou R$ 50 milhões para desenvolver um seguro de automóvel cobrado conforme o uso de cada motorista, até então inédito no mercado brasileiro. Da expressão em inglês PayPer-Use, funciona como o pagamento de um serviço por assinatura nos moldes de Netflix e Spotify, com custo fixo médio acrescido de um variável conforme a utilização do veículo. Em parceria com um player internacional, o produto deve sair do forno até junho próximo.

» Não me misture. A Fitch Ratings alfinetou concorrentes durante evento anual em São Paulo. O diretor-executivo de Finanças Corporativas, Ricardo Carvalho, criticou movimentos na classificação de risco de algumas companhias brasileiras que já estavam dentro da escala A – de menor risco de inadimplência – e receberam nota máxima AAA, sem, em sua visão, merecerem. Há um movimento de banalização em relação a qualidade de crédito, argumentou. Aconselhou ainda investidores e empresas a estarem atentas e arrematou pedindo que os ratings da Fitch não fossem comparados com os de outras agências. “Isso destrói valor para os verdadeiros AAA, porque equipara ao mesmo nível de empresas que não são AAA”, disse Carvalho, da Fitch.

» Revival. No ranking das três maiores empresas prestadoras de classificação de risco de crédito estão, além da Fitch, a Standard & Poor’s e a Moody’s. Na crise financeira de 2008, essas agências foram duramente criticadas por não terem previsto movimentos que culminaram com a quebra do setor financeiro, imobiliário e automobilístico dos Estados Unidos, além de colocar o país em recessão, com desdobramentos em todo o mundo.

» No topo. A Raia Drogasil se manteve no topo dos grupos farmacêuticos com maior faturamento no varejo em 2018. Garantiu, com isso, a liderança pelo oitavo ano seguido. Na sequência, aparece a Drogaria Pacheco São Paulo, nesta posição desde 2011, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Na sequência, estão Pague Menos (CE), Farmácias São João (RS) e Panvel (RS).

» Raio-X. As 25 associadas da Abrafarma concentram 42% das vendas de medicamentos no País. Em dezembro último, totalizavam mais de 900 milhões de atendimentos.