Recente pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), abrangendo 72 postos da Capital entre os dias 28 de fevereiro e 6 de março, mostrou que os valores do litro da gasolina podem variar de R$ 2,369 a R$ 2,680. No entanto, a disparidade vai além. A equipe de reportagem registrou, ontem, um posto na BR-116 que negocia o litro do combustível a apenas R$ 2,269 (18% a menos que o maior valor encontrado).
Os R$ 0,42 de diferença entre os preços podem não parecer muito, mas, para quem enche o tanque regularmente, acabam representando uma quantia palpável nas contas.
Para completar o tanque de 55 litros de um Gol Geração 5, por exemplo, o custo seria de R$ 147,40 no posto que comercializa o litro por R$ 2,68. Já no estabelecimento que cobra R$ 2,26, a conta cairia a R$ 129,80, uma redução de R$ 17,60.
Com o valor economizado, seria possível abastecer o veículo com mais sete litros do combustível mais barato. O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Ceará (Sindipostos), Guilherme Meireles, atribui os valores díspares à forte concorrência entre os postos.
Meireles também destaca os preços exorbitantes praticados fora da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
No Interior
A divergência, de fato, é ainda maior quando se consideram municípios do Interior. Conforme dados da ANP, o litro de gasolina pode ser encontrado por até R$ 2,98 em Ipu, enquanto a média dos 217 postos avaliados no Estado é de R$ 2,509.
ENTRE 2009 E 2010
Despesas com o carro crescem 5,03%
A compra do carro novo costuma estar entre os principais sonhos de consumo dos cearenses, mas muitos motoristas centralizam suas preocupações com as despesas com a aquisição do veículo e deixam de lado um dos maiores vilões dos proprietários: os gastos com manutenção dos automóveis.
Segundo pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de março de 2009 a fevereiro deste ano, as despesas com os principais cuidados com os carros aumentaram 5,03%, superando inclusive a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M), que foi de 4,72% em igual período.
Trata-se do segundo aumento consecutivo dos custos com manutenção de veículos. Entre 2008 e 2009, esse índice já havia crescido 3,22%. Na lista de gastos com o carro particular, o que mais pesou para o consumidor, foi a despesa com o etanol. Entre o ano passado e este ano, o preço do álcool, de acordo com o levantamento da FGV, subiu 29,48% no País, contribuindo para a disparada dos custos totais. O segundo item mais oneroso para o consumidor foi o seguro veicular. Desde o ano passado, esta despesa aumentou 14,34%.
Nova alta no carro zero
Em fevereiro, o preço do carro novo sofreu elevação de 0,15%, a segunda do ano, de acordo com levantamento da Agência AutoInforme. No mês anterior, o aumento havia sido de 0,4%. A alta acumulada é de 0,55%.
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