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1º Relatório Anual da Revenda de Combustíveis traz os dados do setor na década de 2000 e analisa os principais fatos de 2008 para o segmento de postos de serviços.
DieselEm um ano de economia aquecida, o resultado das vendas do combustível da produção não poderia reagir de outra forma. As vendas de diesel em 2008 cresceram 7,7% em relação a 2007, alcançando volume de 44,7 bilhões de litros. Diesel, na realidade, é modo de falar, porque uma pequena parte desse volume era de biodiesel.
Gasolina
Em um ano de tantos recordes de vendas como 2008, o crescimento do volume da gasolina C no mercado ficou em apenas 3,5%. A tendência de menor participação do combustível já vinha acontecendo nos últimos anos, como reflexo do aumento da frota de veículos do tipo flex fuel e da preferência do consumidor pelo etanol.
Álcool
As vendas de álcool hidratado somaram 13,3 bilhões de litros em 2008. Trata-se de um volume histórico, pois pela primeira vez superou as vendas do produto registradas durante o boom do álcool na década de 1980. Além disso, desde 2000, as vendas nas bombas de combustíveis aumentaram quase três vezes.
GNVNos últimos anos, o mercado de gás enfrentou vários problemas, fazendo com que o combustível perdesse espaço principalmente para o álcool. Em 2008, apesar do aumento do número de conversões veiculares, o volume de vendas do GNV (gás natural veicular) caiu 5,72% em relação a 2007. Hoje, a participação do produto na matriz de combustíveis veiculares chega a apenas 3,4%, ante 4,3% em 2007.
GLP
O mercado continuou difícil para o segmento de GLP em 2008, em meio à grande informalidade no setor e preços praticamente congelados na refinaria desde 2002 para o P-13, o famoso botijão de cozinha e que corresponde a cerca de 70% do consumo nacional.
Lubrificantes
O segmento de lubrificantes sempre foi uma espécie de caixa-preta no mercado brasileiro, sem que os agentes conseguissem, por exemplo, sequer estimar o seu verdadeiro tamanho. Felizmente, essa realidade começa gradualmente a mudar. Em 2008, a ANP surpreendeu e divulgou dados para o setor, cujas vendas de óleo acabado cresceram 8,9% até setembro, totalizando 906 milhões de litros. A expectativa do Sindlub é de que, com a redução da atividade no último trimestre do ano, a taxa de crescimento no setor tenha recuado para algo próximo dos 5%, mas ainda assim um crescimento bastante vigoroso.
Ambiente
O posto de serviços é um balão de oxigênio para a atividade econômica. Sem combustíveis, as cidades empacam, a economia para e a sociedade míngua. Ambientalistas sempre irão apontar o dedo para os combustíveis para dizer que também são causa de grandes problemas para a sociedade, principalmente no que se refere à poluição atmosférica.
Legislações
O ano de 2008 não trouxe uma enxurrada de novas legislações, mas as que entraram em vigor impuseram mudanças significativas. No âmbito da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o destaque ficou por conta da Resolução nº 33/08, que revisou a Portaria ANP nº 116/00, uma antiga demanda do setor.
Conveniência
O serviço mais importante prestado pela Fecombustíveis e Sindicatos Filiados ao revendedor é a defesa incansável do negócio posto de combustíveis juntos aos agentes públicos, mercado e sociedade. Em países em que os empresários não estão organizados, a atividade se desestruturou. Afinal, sem força no Congresso, não há voz junto aos órgãos reguladores.
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