Carta do Presidente

Grandes desafios para 2011

imagem_preseidente2011No momento em que lançamos o Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2011, o novo ano já dá sinais de que será bem mais complicado do que o anterior. As previsões de crescimento vêm sendo revistas para baixo e as de inflação, para cima, o que tem forçado o governo a adotar medidas para desaquecer o crédito e conter a alta de preços.

Mesmo assim, ainda podemos esperar outro ano de desempenho vigoroso, com vendas aquecidas, especialmente na gasolina e no diesel. E esse otimismo tem razões para continuar pelo menos por alguns anos. Afinal, o pré-sal, com suas reservas gigantes de petróleo, coloca o Brasil em outro patamar na geopolítica global, atraindo o interesse de grandes empresas e de governos, como o norte-americano e o chinês, que buscam diversificar (e garantir) seu fornecimento de óleo bruto.

Além disso, como sediará ao menos um importante evento internacional por ano até 2016, o Brasil precisa realizar grandes obras de infraestrutura, o que demanda investimentos, aumenta o consumo de combustíveis e gera empregos. Em alguns setores, já vigora no país o pleno emprego, o que, na prática, reflete-se em aumento da renda e da confiança do trabalhador, que se sente seguro para comprar a casa própria e adquirir seu primeiro automóvel, ou trocá-lo por um mais moderno.

Estamos vivenciando transformações profundas e duradouras no país, incorporando milhões de pessoas à classe média e formando um vigoroso mercado interno. Precisamos estar preparados para atender a essa demanda, oferecendo postos e lojas cada vez mais estruturados, com diversidade e qualidade nos serviços, visando encantar e fidelizar nossos clientes.

E não há empresário bem sucedido que não conheça bem o seu mercado, que não se mantenha bem informado, de modo a não ser surpreendido pelas mudanças cada vez mais rápidas e frequentes no mundo atual. Nesse contexto, o Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2011é uma ferramenta indispensável, pois traz uma importante avaliação do que aconteceu de mais relevante no ano passado e sinaliza o que podemos esperar para 2011.

Desde sua primeira edição, em 2009, estamos constantemente buscando formas de aprimorar oRelatório e levar novidades aos nossos leitores. Neste ano, recorremos a uma diagramação mais moderna, com mais gráficos e tabelas, tornando a leitura mais fácil e agradável. Além disso, tendo em vista a importância que ganhou na matriz veicular brasileira, o biodiesel deixou de ser um apêndice do diesel e tornou-se, literalmente, um capítulo à parte. O Relatório traz ainda um capítulo especial sobre a primeira década do milênio, fazendo uma breve análise do desempenho do mercado nos dez anos encerrados em 2010 e, em particular, de como se comportou a revenda no período.

Em seu terceiro ano de existência, o Relatório Anual da Revenda de Combustíveis tem cumprido a missão de levar informação consolidada para a revenda varejista e também a pesquisadores, autoridades e agentes que desejem conhecer um pouco mais sobre os postos de serviços no Brasil. Fazemos parte de um dos setores mais importantes do país, com faturamento correspondente a 5,4% do PIB, arrecadação tributária que supera os R$ 60 bilhões por ano e geração de quase 400 mil empregos diretos e indiretos. São números robustos, que ilustram também o tamanho do desafio que temos pela frente, especialmente no que se refere ao combate à sonegação no etanol e à chegada de novos produtos.

Para 2011, esperamos que o novo governo aproveite sua imensa maioria no Congresso e o grande apoio popular para finalmente tirar do papel importantes (e polêmicos) projetos, como a tão esperada reforma tributária, ou pelo menos parte dela. Uma boa notícia já chegou: a transferência da supervisão da produção de etanol para a ANP.

Por fim, faço votos de que o Relatório 2011 ajude nossos leitores a compreender melhor o que aconteceu no mercado no ano passado, de forma que possamos evitar a repetição de erros e caminhar em direção a um mercado cada vez mais forte.

Boa leitura e excelentes vendas!

Paulo Miranda Soares

Presidente da Fecombustíveis