Canal da Revenda

 Rio de Janeiro, 21 de julho de 2017 – A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) considera lamentável o aumento nas alíquotas do PIS/Cofins sobre os combustíveis pelo governo federal. Os empresários do setor estão sobremaneira penalizados com a crise econômica, queda nas vendas dos combustíveis, aumento dos custos operacionais e elevação das fraudes no setor.

A Fecombustíveis ressalta que os preços são livres em todas as etapas (produção, distribuição e revenda), cabendo aos agentes determinar seus preços com base em suas estruturas de custo. Entretanto, é importante manter a sociedade informada sobre alterações ocorridas em outros elos do mercado de abastecimento, evitando assim que os postos de combustíveis, face mais visível dessa complexa cadeia, sejam responsabilizados por aumentos que lhes forem repassados.

Ultimamente, as mudanças neste segmento têm sido frequentes. A Petrobras alterou sua política de preços e tem reajustado seus preços nas refinarias diariamente. Vale ressaltar que os postos de combustíveis compram combustíveis das companhias distribuidoras, e não das refinarias. Os custos nos postos dependem do repasse dos aumentos pelas distribuidoras. Os impostos são recolhidos na produção e distribuição, sendo embutidos na composição de custos da gasolina, óleo diesel e etanol, que, por sua vez, são adquiridos pela revenda de combustíveis.

A verdade é que todos nós, brasileiros, estamos pagando um preço muito alto pela extensão da crise econômica. Especificamente no segmento da revenda de combustíveis, boa parte dos empresários dos postos de combustíveis, formado em sua maioria por pequenos empreendedores familiares, estão passando seus negócios adiante por falta de sustentabilidade financeira em virtude do achatamento da rentabilidade. O receio é de que com o aumento dos impostos, a situação do setor se complique ainda mais. E o que é pior, mesmo com a suposta arrecadação do governo de R$ 10,4 bilhões para este ano, o sacrifício da população e dos empresários, ainda não será o suficiente para colocar contas do governo em ordem.