Canal da Revenda

Após a divulgação da Petrobras sobre o reajuste de preços de 6% para a gasolina e de 4% para o óleo diesel nas refinarias, recomeçou o martírio da revenda. Tem sido recorrente Procons e Ministérios Públicos notificarem e questionarem os postos de combustíveis pelo aumento de preços. E desta vez não foi diferente. Os Procons de Belo Horizonte, Teresina e Florianópolis já estão no encalço dos revendedores.

Cabe aos revendedores informar aos formadores de opinião e à sociedade que a revenda compra os combustíveis das distribuidoras e que o aumento praticado no atacado foi, muitas vezes, bem superior ao aumento praticado na refinaria.

Para se ter uma ideia, entre as quatro grandes distribuidoras, os aumentos para a revenda variaram, em média, de R$ 0,08 a R$ 0,22 o litro da gasolina, sendo a Ipiranga, a campeã, subiu R$ 0,22.

Segundo o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, a Ipiranga extrapolou o limite do razoável. “Não sei se foi uma esperteza comercial ou equívoco grosseiro do setor que calcula os preços de venda dos combustíveis, o fato é que a Ipiranga foi a campeã dos aumentos, o que desagradou boa parte da sua rede de revendedores pelo desrespeito com seus parceiros”, disse.

É imperioso levar os fatos ao conhecimento das autoridades para que não recaia sobre a revenda a injusta pecha de responsável pelos aumentos inexplicáveis de preços. Fica o apelo e o protesto da revenda Ipiranga para que a companhia restaure logo a capacidade da sua rede para competir neste mercado.