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'Quando nos perguntam se violamos o teto de gastos, a resposta é sim', afirma Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que havia muito pessimismo sobre a situação fiscal do Brasil, mas o governo está conseguindo o primeiro superávit primário anual desde 2013 e o teto foi violado por questão emergencial da pandemia e não será furado toda hora.

A relação entre a dívida bruta e o Produto Interno Bruto (PIB), que os analistas previam que fosse superar 100%, agora está em 78,2%, afirmou Guedes para um auditório lotado no evento da XP nesta quarta-feira.

“Vamos usar dividendos [estatais] e manter o superávit primário”, afirmou o ministro. “Quando nos perguntam se violamos o teto, a resposta é sim, porque o teto impede o governo de investir”, disse Guedes, afirmando que isso ocorreu por causa dos gastos extras exigidos pela pandemia, uma situação não prevista.

“Nós não vamos morrer por um princípio de austeridade, vamos respeitá-lo”, afirmou o ministro. “Não vamos furar o teto toda hora.”

Guedes disse que é de uma geração onde se levava 15 anos para resolver uma crise fiscal no Brasil. Agora, em cerca de um ano e meio se resolve. “Fizemos um fiscal forte; não demos subsidio à gasolina, reduzimos impostos”, afirmou.

Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo
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