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Raízen negocia compra da Biosev com pagamento em ações, diz Bloomberg

A gigante brasileira de açúcar e biocombustíveis Raízen Energia está em negociações para comprar a Biosev (BSEV3), subsidiária local de açúcar da Louis Dreyfus Holding, segundo pessoas a par do assunto. Com a notícia, as ações BSEV3 fecharam em alta de 21,99%, a R$ 5,16.

O negócio incluiria reestruturação de dívida e uma troca de ações que daria à Biosev uma participação minoritária na Raízen, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas porque as discussões são privadas e podem não levar a um acordo.

Os bancos concederiam uma extensão da dívida de R$ 7,3 bilhões da Biosev em troca do pagamento adiantado de parte dela pela Louis Dreyfus, disseram as pessoas.

A Raízen, a Biosev e a Louis Dreyfus não quiseram comentar.

Um acordo com a Raízen ajudaria a resolver a batalha de anos da Biosev para resolver a questão do seu endividamento. Na última reestruturação, a controladora teve que injetar cerca de US$ 1 bilhão na empresa.

Os problemas da Biosev começaram com um período de excedentes de açúcar e controle de preço da gasolina que reduziram a demanda por etanol. Os preços globais do açúcar estão cerca de 50% abaixo do pico de 2016.

No ano-safra encerrado em março, a Biosev teve prejuízo líquido recorde de R$ 1,55 bilhão, seu nono resultado negativo consecutivo. Sua dívida aumentou 22% em relação ao ano anterior em meio à desvalorização cambial, o que gerou descumprimento de covenants financeiros.

A Raízen, uma joint venture entre a Royal Dutch Shell e a Cosan (CSAN3), é a maior processadora de cana-de-açúcar do Brasil. A Biosev marcaria sua maior aquisição.

“A Biosev não comenta rumores e reafirma que permanece focada na competitividade operacional, visando aumentar sua geração de caixa, fortalecer sua estrutura de capital e cumprir os compromissos assumidos com todos os stakeholders”, afirmou a empresa.


Autor/Veículo: Infomoney
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