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VW suspende produção em suas quatro fábricas por falta de chips

Com automóveis que carregam em torno de 1 mil semicondutores e sistemas integrados – caso, por exemplo, do Chevrolet Onix – a indústria automobilística segue suspendendo produção por causa da falta do componentes, em especial semicondutores, problema global que deve se estender até 2022.

Ontem, a Volkswagen confirmou que vai paralisar a produção nas fábricas de São Bernardo do Campo e de São Carlos (SP) por não dispor de chips. A parada começa dia 21 e se estenderá por dez dias úteis. As unidades de Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR) estão sem produzir desde segunda-feira e o retorno ocorreria dia 21, mas, na planta paranaense, a parada foi estendia também até 1º de julho.

O grupo afirma que “novas paralisações não estão descartadas futuramente caso o cenário global de fornecimento de semicondutores permaneça crítico, impactando as atividades de produção da empresa no Brasil”.

Atualmente, dez fábricas de montadoras de carros e de motores, de um total de 26, estão paradas ou com agendas de paralisação ao longo do mês, e uma reduziu um turno de trabalho.

Também no dia 21, a General Motors vai suspender a produção em São Caetano do Sul (SP) por seis semanas devido à falta de chips e também para adequar a linha de montagem para produzir uma nova picape.

A filial de Gravataí (RS) está sem produzir desde abril e o retorno está previsto para meados de agosto. É lá que é feito o Onix, carro que era líder de vendas antes da crise.

As fábricas da Honda em Sumaré e Itirapina (SP) estão paradas desde quarta-feira e retornam segunda-feira. A Renault parou nos dias 27 e 28 de maio e 6, 9, 10 e 11 deste mês, enquanto a Nissan já parou dois dias nesta semana e para mais dois na próxima. Já a Hyundai suspendeu o terceiro turno de trabalho.

O setor prevê que 3% a 5% da produção global esperada para este ano, de 84 milhões de veículos, será perdida.

Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo
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